Etapa 3 do Processo Seletivo do PPGDEM – 2020

A Comissão do Processo Seletivo do PPGDEM – 2020, convoca os candidatos aprovados na Etapa 2, para a Etapa 3, que ocorrerá dia 20/11/2019 com os horários de acordo com a tabela do site do SIGAA.
Local da arguição: Centro de Ciências Exatas e da Terra, Departamento de Demografia e Ciências Atuariais, Sala 13, 3º andar.
 
OBSERVAÇÃO 1: De acordo com o item 8.3.5 dos Editais 01 e 02/2019-PPGDEM, “O não comparecimento no local e horário definidos implicará na desclassificação do candidato. Serão considerados 5 minutos de tolerância.
OBSERVAÇÃO 2: Aos candidatos que farão a etapa 3, por meio de videoconferência, de acordo com o item 11.2 dos Editais 01 e 02/2019-PPGDEM, não nos responsabilizaremos por falhas de rede ou de qualquer outro tipo de possa inviabilizar a arguição pela internet.

Resultado Etapa 2 – Processo Seletivo PPGDem 2020

A Comissão de Seleção de Seleção do Processo Seletivo do PPGDem 2020 (Metrado e Doutorado) torna público o resultado da segunda etapa.

O detalhamento da correção de cada questão poderá ser consultado pelo candidato pessoalmente ou por telefone (mediante confirmação de dados pessoais) junto à secretaria do Programa de Pós-Graduação em Demografia nos dias 12 e 13 de novembro.

Entre no site do PPGDem  , clique em “Baixar arquivo” e veja sua classificação!!

 

Quartas Demográficas – 42ª Edição – 30/10/2019

Quartas Demográficas – 42ª Edição
Ciclo de seminários do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN

Palestra: “ESTIMATIVAS, PROJEÇÕES E PREMISSAS DEMOGRÁFICAS PARA PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DOS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL.

Palestrantes: 
CRISTIANE CORRÊA  (DDCA/PPGDEM/UFRN)
FLÁVIO FREIRE (DDCA/PPGDEM/UFRN)
MARCOS GONZAGA  (DDCA/PPGDEM/UFRN) 

Data:30/10/2019
Horário: 14:30
Local: Auditório do Nupprar/CCET
Inscrições gratuitas no local ou via SIGAA: 

https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/extensao/consulta_extensao.jsf

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Professores do PPGDem contribuem com debate sobre previdência de servidores públicos em projeto em parceria com Nações Unidas e Governo Federal

Os professores Flávio Freire, Marcos Gonzaga e Cristiane Corrêa, do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, apresentarão, nesta quarta-feira, os resultados do projeto “Brasil 3 Tempos”, implementado pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, no âmbito do programa de cooperação Brasil – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), via acordo com o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG). A reunião, que acontecerá nas instalações do Ministério da Economia, na Esplanadas dos Ministérios, em Brasília-DF, deve contar com a presença de representantes da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, da Secretaria de Planejamento Estratégico, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, do Ministério das Relações Exteriores, do Tesouro Nacional, entre outros.

O projeto, com foco na previdência de servidores públicos municipais, visa preencher uma lacuna nos principais parâmetros de cálculos e planejamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais. Os resultados contribuem para o melhor entendimento da realidade brasileira no que diz respeito à realidade financeira dos Regimes Próprios de previdência municipal, e contribuem para discussões sobre possíveis mudanças na legislação acerca desses regimes.

A primeira contribuição deste trabalho diz respeito à análise dos perfis dos grupos de RPPS municipais a partir de variáveis relacionadas aos resultados financeiros e atuariais dos RPPS, realizada pela Professora Cristiane Corrêa. Além da caracterização e quantificação dos perfis de RPPS existentes no Brasil, com base nas características dos RPPS de cada grupo simulou-se uma população representativa de cada grupo de RPPS, indivíduo por indivíduo, atribuindo a cada uma das pessoas simuladas sua idade, sexo, categoria de segurado no RPPS, valor de salário ou benefício recebido e idade de início de contribuição. Os resultados contemplam populações de 400 a 70.000 segurados que podem ser utilizadas como base para investigações de efeitos de mudanças em regras previdenciárias, políticas de progressão na carreira de servidores, além de terem sido utilizadas para os resultados já apresentados nos relatórios desse projeto.

Além disso, a professora projetou o número de contribuintes e beneficiários, por categoria de benefício, por 50 anos, pela metodologia de microssimulação e uso do programa Sadeprev. Dessa variação do número de contribuintes estimou-se, ainda, o valor dos recursos a serem esperados de salários de contribuição e benefícios, valores relevantes por diferentes aspectos. Primeiramente o RPPS precisa saber o nível de liquidez necessário a cada momento para definição de políticas de investimentos e a estimação por demanda de recursos. Mais do que isso, a estimação dos salários de contribuição também auxilia os municípios a se programarem em relação aos seus compromissos futuros com os RPPS, baseados na folha salarial. Para as economias locais, por sua vez, o pagamento de benefícios, sobretudo nos municípios menores, se reflete em recursos disponíveis para o comércio e prestações de serviços locais, implicando em economia mais ou menos aquecida no período.

A variação do número de contribuintes a cada ano, além de auxiliar os RPPS em suas avaliações atuariais, é um indicativo do número de servidores e da necessidade de novos concursos a cada ano. Nesse sentido, os resultados das projeções populacionais municipais por idade e sexo até 2030 apresentados pelo professor Flávio Freire refletem as demandas populacionais e a demanda por tipos de serviços públicos no tempo, auxiliando, também a estimação da demanda por novos servidores.

Entre os resultados também está a estimação de probabilidades de morte por idade e sexo para cada município brasileiro por idade simples até os 100 anos, feita pelo Professor Marcos Gonzaga. Até então a inexistência desse tipo de estimação inviabilizava a adoção de tabelas de vida que refletissem a realidade municipal. As tabelas existentes ou eram elaboradas com base em populações estrangeiras ou, como as elaboradas pelo IBGE, refletiam a realidade média de todo o país ou estado, e não suas particularidades municipais.

 

 

PPGDem apoia o mais descontraído festival de divulgação científica

Entre os dias 20 e 22 de maio de 2019 ocorre uma série de eventos relacionados à divulgação científica de maneira descontraída e leve. O Festival “Pint of Science” é uma iniciativa global e que ocorre em diversas cidades do mundo em um ambiente mais leve. Bares e restaurantes do mundo todo contarão com conversas leves sobre as principais discussões científicas.

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O Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da UFRN apoia a iniciativa e participa dessa edição com um debate sobre as mudanças na estrutura das famílias brasileiras. O festival ocorrerá em 85 cidades brasileiras e, em Natal não será diferente.

https://pintofscience.com.br/events/natal

A participação do PPGDem vai ser conduzida pela docente Luana Myrrha no Mormaço Bar, R. Histo. Tobias Monteiro, 2014, Lagoa Nova. Todos podem participar. Comer e beber enquanto os cientistas falam sobre os temas de suas pesquisas. O evento que já faz parte da programação anual de diversas cidades pelo Brasil chega em um momento político oportuno e ajuda a difundir a importância da pesquisa científica para a sociedade. Mais que isso, tenta aproximar o conhecimento científico que é majoritariamente feito dentro das universidades públicas brasileiras.

Por um Censo a serviço da população brasileira

Os pesquisadores do Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” da Unicamp e do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN (PPGDEM/UFRN), assim como professores do Departamento de Demografia (IFCH/Unicamp) e do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da UFRN (DDCA), vêm a público manifestar profunda preocupação com a realização do Censo 2020.

Nesse sentido, vêm se colocar como um canal de diálogo entre o governo, os técnicos do IBGE, a Academia e os usuários do Censo. Tendo em vista a possível redução do orçamento para a realização do Censo 2020, é dever e responsabilidade de todos participar nesse processo de discussão a respeito de cortes de perguntas do questionário, a fim de evitar enormes prejuízos para o desenvolvimento de políticas públicas no país.

Atualmente o censo é muito mais do que apenas demográfico, contendo informações fundamentais para a gestão do território, planejamento, implementação e avaliação de políticas sociais. Subsidia estudos em diversas áreas do conhecimento, seja na Sociologia, Economia, Urbanismo, Epidemiologia, Geografia ou Demografia. É de responsabilidade de todos.

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Em um país marcado por grandes desigualdades sociais, não realizar o censo de forma integral contribuirá para aumentar a disparidade nas condições da gestão nos municípios brasileiros, impactando negativamente a qualidade de vida da população.

O censo é um instrumento fundamental de comparação das condições de vida entre municípios brasileiros auxiliando na definição de prioridades de investimento em desenvolvimento. Conhecer o território, a distribuição espacial de recursos e de carências da população é pré-condição para a adequada governança em um país continental como o nosso.

Mudanças em censos nunca são decisões meramente técnicas. O censo cumpre funções caras à administração pública e corre o risco de ser influenciado por interesses de governo, mais do que pelo interesse da população brasileira de se mirar no espelho e se autoconhecer. 

Certos países aboliram a realização de censos quando já tinham sistemas de informação consolidados, confiáveis e muito mais abrangentes, o que não é o caso do Brasil. Mesmo considerando as fontes de dados alternativas existentes no país, a não captura de informações existentes em outras pesquisas resultaria na impossibilidade de cruzamento desses quesitos (excluídos do questionário) com as mais diversas informações sociodemográficas captadas pelo censo, elemento fundamental para a elaboração de políticas públicas, especialmente na escala dos municípios. Buscamos a melhoria da qualidade das informações do censo, mas não por cortes no questionário, e sim por um treinamento mais específico dos recenseadores e por campanhas de conscientização da população para que os recebam, pois a revisita ao domicílio é um dos custos mais significativos do censo.

Não é possível reduzir a abrangência dos temas abordados pelo censo de 2020 sem séria avaliação sobre o que é proposto como fontes de informação substitutas. Uma alteração profunda na estrutura do Censo deve ser realizada ouvindo as vozes dissonantes e por meio do fortalecimento do caminho do diálogo.