Editorial | ONAS-Covid19 | 20.07.2020 | 4 meses e contando…

Desde que iniciamos o nosso projeto de divulgação de análises sociodemográficas com ênfase nos aspectos da pandemia da Covid-19 na região Nordeste há cerca de quatro meses atrás, não tínhamos ainda claro quanto fôlego teríamos ou qual seria a relevância ou abrangência da nossa contribuição. Na prática, fomos motivados pela necessidade de fazer algo, de contribuir de alguma forma com os estudos que fazemos para ajudar a entender melhor os processos e dinâmicas demográficas relacionadas à pandemia e que impactam e são impactadas por ela.

Também não imaginávamos quanto tempo essa situação crítica perduraria. A expectativa era que as coisas seguissem os padrões e tendências observadas em outros países. Não era de se esperar que as ações de combate à pandemia fossem novidades, pois as experiências de outros países nos ajudaria muito a enfrenta-la de modo mais planejado e, talvez, pudéssemos ter uma resposta melhor à pandemia. Mas não. Estamos até agora assim: parte em distanciamento social, parte sofrendo com as consequências dela na economia, parte sofrendo com o crescimento de casos e de óbitos. Ou seja, não seguimos as orientações e recomendações das experiências de outros países e estamos sofrendo com consequências simultâneas: impactos diretos da doença (casos e óbitos) e efeitos indiretos na economia e sociedade.

Figura 1 Óbitos diários por Covid-19 registrados e média móvel de 7 dias, Itália, Brasil, Espanha. Fonte: worldometers.info

A Figura 1 mostra os óbitos diários registrados por Covid-19 na Itália, no Brasil e na Espanha. Podemos dizer que essas curvas mostram em parte as consequências das nossas ações no combate ao novo coronavírus, das nossas desigualdades sociais estruturais, dos nossos baixos investimentos em políticas sociais e de saúde, da nossa baixa confiança no papel do Estado em gerenciar riscos. Como diz o ditado popular: uma imagem vale mais do que mil palavras…

Lamentamos tantas vidas perdidas e que poderiam ter sido evitadas. Algumas são pessoas anônimas para nós, outras nem tanto. Mas todas foram pessoas queridas por outrem. Não podemos naturalizar esses óbitos. Pode ser o destino último de todos nós, mas quando podemos evitá-las com ações simples, somos responsáveis por isso. Diante dessa nossa responsabilidade, continuaremos fazendo o que for possível: enquanto grupo de pesquisa, manteremos nossas análises e pesquisas no sentido de contribuir para esclarecer e tentar iluminar com informações fundamentadas os desafios que temos e teremos.

Passados quatro meses, já publicamos quase 150 vezes no nosso projeto, sendo que foram 75 análises sociodemográficas originais desenvolvidas pelos nossos docentes e colaboradores. Repercutimos nossas análises nos meios de comunicação 95 vezes. Entre os diversos meios de comunicação, estivemos nas redes de TV local e regional 28 vezes desde o início do projeto, quase duas vezes por semana! Tivemos quase 34 mil visitas, sendo quase 2 mil delas de fora do Brasil. Estamos no Facebook, no Twitter, no Instagram, no LinkedIn e no Youtube para ampliar o alcance do que fazemos.

Esperamos ter ajudado, esperamos continuar ajudando…

Editorial | 20.07.2020 | Ricardo Ojima | Coordenador do ONAS-Covid19 | Programa de Pós-Graduação em Demografia | Universidade Federal do Rio Grande do Norte | 4 meses e contando…

Confira essa e outras análises demográficas também no ONAS-Covid19 [Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica da Covid-19] https://demografiaufrn.net/onas-covid19

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