Relação entre a mobilidade da população e casos de malária é o tema do episódio #09 do Rasgaí

O nono episódio do Rasgaí conversou com o cientista social e demógrafo Igor Cavallini Johansen sobre um recente artigo publicado na revista científica PLOS ONE que apresenta resultados da sua pesquisa de pós-doutoramento sobre a relação entre a mobilidade populacional e a transmissão de malária no principal município brasileiro em termos da incidência de casos dessa doença. A malária é uma doença endêmica na Amazônia brasileira e é transmitida, principalmente, por meio da picada de mosquitos e ocorre com maior intensidade próximo a áreas florestais e de rios. É uma doença infecciosa e pode apresentar quadros graves quando não diagnosticada a tempo e pode levar à morte. A pesquisa desenvolvida pelo Igor aplicou questionários no município de Mancio Lima, no Acre, para acompanhar as características populacionais e de saúde de um grupo de pessoas ao longo do tempo. Com os resultados da pesquisa, ele pôde analisar como a mobilidade das pessoas entre áreas urbanas e rurais nesse município contribuem para a disseminação da malária mesmo em áreas urbanas.

O perfil populacional com maior mobilidade é de homens entre 16 e 60 anos de idade. São pessoas de baixa renda que não possuem emprego formal e com mais de uma residência, ou seja, mantém uma residência em área urbana e outra em área rural. Trata-se de uma estratégia de mobilidade pendular (idas e vindas cotidianas ou semanais) onde o indivíduo reside uma parte do tempo numa área rural e mantém também residência em área urbana. Normalmente são estratégias onde parte da família se mantém na área urbana para acessar serviços como educação e saúde, mas outra parte mantém suas atividades econômicas ligadas às atividades rurais em uma área mais afastada da cidade. Assim, monitorar e desenvolver maior infraestrutura para o rápido diagnóstico, sobretudo, sobre esse perfil populacional contribuiria para reduzir essa “importação” de casos de áreas rurais para urbanas.

A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, National Institutes of Health (NIAID/NIH) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O artigo contém a coautoria de Priscila T. Rodrigues e Marcelo U. Ferreira, ambos vinculados à Universidade de São Paulo (USP).

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