O docente do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN e diretor de pesquisas sociais da Fundação Joaquim Nabuco, Wilson Fusco, teve o projeto “Migração qualificada e retenção de talentos no Brasil: análise integrada com dados censitários, entrevistas, e ferramentas de IA” aprovado junto ao edital CNPq/MCTI/FNDCT Nº 22/2024. A proposta envolve pesquisadores da Universidade de Lisboa (Portugal), Université Lille 3 (França), University of Exeter (Inglaterra) e Università di Bologna (Itália); além de pesquisadores de diversas instituições nacionais (Unicamp, UFABC, UPE, UFRR). As pesquisas serão desenvolvidas na parceria da Fundaj com a UFRN, através do Observatório das Migrações do Nordeste e do Laboratório de Estudos de Mobilidade Populacional Nordestina (Lemon).

A chamada do CNPq teve como objetivo apoiar projetos de pesquisa, nas diversas áreas do conhecimento, em cooperação com pesquisadores brasileiros radicados no exterior e o projeto coordenado por Fusco contribuirá para o estudo e melhor entendimento do cenário da emigração brasileira para os países da Europa. A proposta buscará analisar os fatores que influenciam no fluxo qualificado de migrantes brasileiro na Europa, avaliando a capacidade de instituições brasileiras de atrair e reter esses talentos. Além de produzir conhecimento, o projeto busca fornecer subsídios para políticas públicas que incentivem o retorno e a retenção de profissionais qualificados, contribuindo para o fortalecimento do desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Para Fusco, “a aprovação preliminar da proposta é um importante passo para consolidar as pesquisas no campo das migrações internacionais no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN e a parceria com a Fundação Joaquim Nabuco”. Ao longo dos anos, o grupo de pesquisa vem desenvolvendo projetos e parcerias que já se consolidaram em teses e dissertações sobre o tema das migrações internacionais de brasileiros na Europa. Entretanto, “ainda existem lacunas importantes para o entendimento desses fluxos, pois os dados e informações sobre os brasileiros que passaram a residir na Europa são limitados e, não captam motivações, por exemplo”, comenta Fusco.


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